O mercado de madeira em nível global só tem crescido. Por essa razão, investir nesse segmento é mais do que indicado para quem deseja obter altas taxas de retorno. Nos Estados Unidos, por exemplo, enquanto a Dow Jones registrou um incremento médio de 50% entre 1994 e 2004, o índice de valorização das empresas que trabalham com madeira foi quatro vezes maior. Da década de 1970 para cá, o desenvolvimento do setor de produtos florestais só foi superado pelo da indústria petrolífera.
Produtos florestais no Brasil
Em âmbito nacional, as notícias também são bastante animadoras para o mercado de madeira. Para se ter uma idéia do aquecimento desse segmento, um estudo recente publicado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) apontou o Brasil como país de maior atrativo para investimentos florestais em toda a América Latina. Dados oficiais do governo federal dão conta de que as cadeias produtivas ligadas a produtos florestais respondem por 4% do PIB (Produto Interno Bruto) e por 8% das exportações brasileiras.
As florestas plantadas - ou seja, aquelas que não são naturais no país - vêm se expandindo a uma razão de 3% nos últimos anos. O Brasil já conta com quase 6 milhões de hectares desse tipo de mata cultivada pelo homem. Mas a esmagadora maioria ainda é destinada a pinus e eucalipto, espécies utilizadas como matéria-prima básica da indústria de celulose e de carvão vegetal. Essas árvores também são utilizadas pela indústria moveleira. No entanto, tem qualidade muito inferior à do Guanandi. Fato que revela o potencial de crescimento da parcela do mercado reservada às madeiras nobres. Segundo reportagem da revista "Exame", de fevereiro de 2008, investidores estrangeiros devem injetar US$ 2 bilhões em ativos florestais até 2012.
O governo federal também vem estimulando os investimentos nesse segmento. Tanto é que criou o Plano Nacional de Florestas (PNF). Entre 2004 e 2007, o Ministério do Meio Ambiente tinha como meta plantar cerca de 2,2 milhões de hectares de florestas, de modo a suprir ao menos 30% da demanda industrial por produtos florestais provenientes de áreas de manejo.
O aumento da produção de produtos madeireiros também vem sendo impulsionado pela demanda de importantes segmentos da economia nacional. A área de construção civil, por exemplo, registrou crescimento de 7,9% em 2007 - índice bem superior à da própria elevação de 5,4% do PIB naquele ano. De janeiro a setembro de 2008, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anotou um desenvolvimento de 9,8% da indústria moveleira. De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), a necessidade dessa indústria deve crescer a um ritmo de 3 a 4 milhões de metros cúbicos de madeira por ano.
Mercado externo
As exportações do setor madeireiro brasileiro também vêm caminhando a passos largos. Nos últimos cinco anos, as vendas externas pularam de US$ 2 bilhões para US$ 3,3 bilhões. Só os negócios de madeira serrada - item mais importante na pauta comercial desse segmento - com países estrangeiros tiveram aumento de 9,5% entre 2006 e 2007.
Em 2004, o mercado mundial de madeira movimentou 1,6 bilhões de metros cúbicos, gerando US$ 327 bilhões. Estima-se que menos de 5% desse mercado sejam atendidos por madeira certificada. E não há nada que substitua madeira de qualidade. A tendência, portanto, é de valorização cada vez maior.
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